Casa Branca

Uma freguesia de traçado harmonioso, profundamente ligada à terra e às tradições agrícolas

Caracterização

Área:
101 km²

Habitantes (2011):
1.232

Densidade:
12,2 hab/km²

Localizada numa extensa planície coberta por olivais, no fértil Vale de Freixo, junto à margem direita da Ribeira do Almadafe, a freguesia de Casa Branca dista doze quilómetros da Vila de Sousel.

Casa Branca apresenta um traçado urbano concentrado que não exclui variações ditadas por um processo de crescimento paulatino. Esse crescimento inicial foi efetuado ao longo de uma via pré-existente, o que lhe incute uma personalidade própria. O desenho urbano de Casa Branca denota clarividência, acessibilidade, fluidez e rigor – um equilíbrio que interessa manter.

A agricultura mantém-se como principal atividade económica, assente na exploração da vinha, olival (azeite), cortiça, tomate e cereais. A indústria lagareira tem um papel preponderante na economia da freguesia.

História

A documentação existente é pouco clara quanto à origem de Casa Branca. Um documento de Manuel Severim de Faria (1582-1655) refere que os terrenos onde assenta hoje a freguesia de Casa Branca pertenciam ao Conde de Sabugal, D. Duarte de Castelo Branco. Este possuía, entre outras propriedades, uma herdade junto ao Concelho de Avis, ao norte do Lameirão.

Em virtude da pobreza desses terrenos, D. Duarte de Castelo Branco auferia poucos rendimentos da herdade, o que resultou na decadência da mesma. Por conseguinte, resolveu D. Duarte de Castelo Branco dividir esse vasto morgado em glebas para aforamento a particulares. Os foreiros tinham como obrigação «o pagamento de um certo foro anual e os quartos». Conseguiu, assim, o Conde de Sabugal «uma povoação de alguns cem visinhos que lhe rende hoje o dôbro que a herdade lhe rendia (…)», justificando assim a divisão territorial por ele efetuada [M. S. Faria citado por Lavaredas. Brados do Alentejo, 1936]. Ao longo do tempo, foram os descendentes alienando todos os terrenos em volta, onde se construíram propriedades urbanas.

Em relação à formação e origem do topónimo «Casa Branca», fala-se que este deriva de uma casa isolada, construída para guardar os utensílios de lavoura de uma quinta aí existente, designada Quinta do Zagalo: «a primeira [casa] que ainda existia edificada, datava de 1581 construída, sem dúvida, do calcário muito branco que ali existia e que exposto à acção da luz, se petrificava e assim facilmente se faziam blocos, quando ainda brando, para após o seu endurecimento, se construírem os muros, ficando os prédios, mesmo sem cal muito brancos e quem sabe, talvez daí a origem do nome «Casa Branca», que se estendeu a todo o aglomerado de casas».

Por outro lado, a dita casa era uma referência para os caminhantes da época, especialmente para os padres vindos de Évora que, ao avistarem-na, sabiam estar perto do seu destino: Avis. A freguesia sediava-se primitivamente em S. Brás. Após o grande terramoto de 1755, que também sacrificou esta freguesia, foi extinta a sede (S. Brás) que tinha na altura «noventa e seis vinhas dentro da Aldeia e setenta e duas dispersas pelos montes» (Lavaredas. Brados do Alentejo, 1932). Permaneceu, desses tempos, o nome de uma importante feira, a «Feira de S. Brás» ou «Feira das Cenouras», que acontecia todos os anos no início do mês de Fevereiro e onde se realizavam «importantes transações em porcos gordos, gados de todas as espécies, azeites, etc.» [Brados do Alentejo, 1934].

Na década de 30 do século XX, a vida económica da freguesia de Casa Branca estava marcada pela grande produção de trigo e pela exploração dos vastos montados de azinho e sobro, como também dos olivais.

Brasão

Armas: Escudo de azul, uma asna de prata, acompanhada em chefe à direita de três espigas de trigo de ouro, atadas no pé a vermelho e, à esquerda, de um cacho de uvas púrpura, folhado de prata; em contra-chefe um ramo de sobreiro, de ouro, frutado do mesmo. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: «CASA BRANCA – SOUSEL». Ordenação heráldica do brasão e bandeira publicada no Diário da República, III Série de 09/07/1996.

Composição da Junta de Freguesia de Cano

Rui Manuel Laranjo Galiza

Presidente (Eleito pelo PS)

Ana do Carmo Lobo da Costa Sousa

Secretária (Eleita pelo PS)

José Marcelino Mantas

Tesoureiro (Eleito pelo PS)

Assembleia de Freguesia

Mafalda Cristina Fonseca Teles

Presidente (Eleito pelo PS)

Hélder Fernando Carreiras Carapinha

1ª Secretário (Eleito pelo PS)

Carmen Lúcia Mouquinho Andrade

2ª Secretária (Eleita pelo PS)

Contactos e Localização

Rua do Posto, n.º 11, 7470-133 Casa Branca
Telefone: 268 539 519
Fax: 268 530 022
E-mail: jfreg.casabranca@mail.telepac.pt

Horário de Atendimento
Seg-Sex 9.00h-12.30h | 14.00h-17.30h

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